[dropcap size=big]E[/dropcap]stá aí há já uma semana. O novo Capture One, agora na versão 9, é mais um passo da Phase One na guerra dos editores de imagem (editores de imagem em formato RAW, entenda-se). Mas terá sido um passo no sentido certo? Depende… Em termos de qualidade de processamento de imagem, se o Capture One já era, em minha opinião, o meu editor de eleição, agora conseguiu mesmo estar a anos luz da sua principal concorrência. No entanto, há muita coisa que os programadores da Phase One teimam em esquecer.
O novo Capture One, agora na versão 9, dá um salto gigante no processamento e tratamento de imagem com um algoritmo renovado. Mas o segmento de catalogação e arquivo de imagens continua a necessitar de muita atenção, mantendo erros crassos das versões anteriores.
Nos últimos dias, tenho dedicado algumas horas a fazer experiências, comparações e “stress tests” à nova versão do Capture One. Passo a explicar que até há relativamente pouco tempo eu era um fiel utilizador do grande concorrente Lightroom, até que descobri que esta minha fidelidade se devia apenas ao facto de o editor de imagem da Adobe ser o mais utilizado pelos fotógrafos que me estão próximos, o que, numa estratégia de autodidatismo, me catalisou a aprendizagem e a troca de experiências. E sim, com isto sublinho o principal defeito do Capture One: Não é intuitivo e a curva de aprendizagem é muito íngreme, o que implica ter de “lamber” muitos tutoriais do Youtube para se conhecer os cantos à casa. Mas após as primeiras experiências com o Capture One, a empatia acabou por ser bem mais rápida do que esperava. Muito honestamente, os resultados obtidos faziam parecer que tinha feito um upgrade no meu equipamento fotográfico. Mas a migração foi completa? NÃO. O Lightroom mantém (apesar dos mais recentes disparates da Adobe) funcionalidades incomparáveis que estupidamente a Phase One ainda não “copiou”.