Terça-feira, Julho 14, 2020

Gonçalo Lobo Pinheiro, um olhar português sobre a pandemia em Macau

Não é inédita aqui a referência a Gonçalo Lobo Pinheiro. O fotojornalista português já fez linhas nestas páginas com o livro Macau 5.0, obra onde partilhava a sua visão fotográfica sobre cinco anos vividos naquela região. Nova referência ao fotógrafo surge agora porque o seu trabalho em Macau no retrato da pandemia de Covid-19 ganha destaque em imagens que, para além do natural testemunho visual que consubstanciam, colocam ao serviço de uma dura realidade uma estética muito própria a que o seu autor já nos habituou. Fotografias que temos o privilégio de poder ir contemplando ora pela partilha com que Gonçalo Lobo Pinheiro nos tem brindado nas redes sociais, ora pela publicação dos seus trabalhos em alguns meios de comunicação.

Há várias razões para que as imagens de Gonçalo Lobo Pinheiro corram o mundo. Em primeiro lugar, para nós, em Portugal, é o olhar de um português sobre a relação da sociedade com estes estranhos tempos num território que ainda nos diz muito. Em segundo lugar, porque Macau é um espaço turbilhante que, pela sua proximidade ao epicentro de tudo o que nos está a suspender a forma habitual de vida, foi obrigado a confrontar-se com um problema que nós, na Europa, ainda víamos há pouco mais de dois meses como algo que “só acontece aos outros”. Ou seja, enquanto víamos em serviços noticiosos um surto de uma doença que parecia coisa lá distante, Gonçalo Lobo Pinheiro testemunhava já de câmara na mão uma realidade penosa, criando um portfólio que é mais um documento visual sobre um território que já se acostumou às fronteiras sociais criadas por máscaras que nos separam de algo que não vemos.

Sobre o autor

Gonçalo Lobo Pinheiro fotografa profissionalmente há 18 anos. Por gosto, obviamente que há mais, mas é o jornalismo, em 2002, que o traz para a partilha mais substancial das suas imagens enquanto documentário do mundo. A força dos seus pretos e brancos enquanto forma de sublinhar a expressividade de um momento já lhe valeram prémios, num estilo muito próprio onde a cor também vai tendo lugar, mas sempre num jogo de contrastes em que o fotógrafo gosta de vincar bem uma luz quase permanentemente numa brusquidão entre a sua presença e a sua ausência. Mudou-se para Macau em 2010, onde desenvolve a sua atividade profissional.

Para conhecer melhor o trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro, fica o convite para uma visita ao seu site e à página de Instagram.

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