Quem me conhece de perto sabe que sou um grande defensor dos photowalks, encontros de fotografia que há muitos anos raiam o trivial nos Estados Unidos, mas que por cá ainda funcionam de uma forma um pouco tímida (nos Estados Unidos são públicos, em Portugal resultam geralmente de combinações de grupos de amigos num café). De uma forma simplificada, tratam-se de passeios fotográficos protagonizados por comunidades de fotógrafos que aproveitam ainda o momento para estreitar contactos e trocar experiências. Autênticas redes sociais (e não estou a falar em termos cibernéticos) das quais nem têm de resultar obrigatoriamente boas fotografias (embora aconteça recorrentemente). É assim uma espécie de micro concentrações, diferentes dos workshops (não têm componente de formação), mas que ainda assim dão para aprender bastante só com o convívio. Não facilitam a criação da fotografia da vida, acho – vejo sempre o exercício de fotografar como um momento muito só meu –, mas ajudam a desviciar hábitos naturais e próprios da solidão fotográfica.

O Worldwide Photo Walk reuniu no ano passado 30 mil fotógrafos em todo o mundo. Em Portugal, o evento vai ter lugar em nove encontros fotográficos de norte a sul do país. 

Scott Kelby é um fotógrafo norte-americano que adora photowalks. Ganhou notoriedade com o seu trabalho, ajudou a fundar a National Association of Photoshop Professionals (NAPP), que preside, gere os destinos da Kelby Media Group, uma editora da Florida especializada em formação de software de edição de imagem, e é editor de publicações da especialidade. E com todo o network que criou, desenvolveu o Worldwide Photo Walk, o maior photowalk do mundo, programado para acontecer em simultâneo em 1200 cidades (o número deste ano) um pouco por todo o lado, incluindo algumas portuguesas. O encontro é anual, vai acontecer pela sétima vez, e já tem a data marcada para o próximo dia 11, sábado. Trata-se do maior evento social de fotografia a nível global, não para de crescer ano após ano desde 2007 e no ano passado contou 30 mil fotógrafos. Este ano tem ainda uma particularidade: apesar de gratuito, como sempre foi, os participantes podem, mas apenas se quiserem, fazer um donativo de um dólar para angariação de fundos para o orfanato Springs of Hope, no Quénia.

Kelby explica o seu próprio conceito: “Os encontros são criados pelos Walk Leaders em cidades em todo o mundo. Os participantes interessados registam-se num website para o efeito (ver links mais abaixo), escolhem o grupo em que querem participar e encontram-se nos locais designados para começar a fotografar e socializar. O mais certo é os encontros terminarem num bar ou restaurante local para partilha de imagens feitas e experiências”.

Para além de fotografarem, os participantes podem ainda selecionar uma das imagens feitas no Worldwide Photo Walk para um concurso à escala global, sujeitando-se a prémios que pelo seu valor são já pouco habituais nos dias que correm (podem submeter as imagens que quiserem através de um link próprio no FlickR, mas apenas uma para concurso).

Para quem quiser participar, o pré registo no site KelbyOne é obrigatório (não há almoços grátis, Scott Kelby gosta de ter bases de dados bem compostas para tentar promover os seus produtos) e depois é só pesquisar onde está o encontro mais próximo ou mais conveniente.

Para quem está em Portugal, aqui vai o trabalho facilitado. Estão previstos neste momento nove encontros em terras lusas. É escolher e fazer a marcação nestes links:

Registo no encontro de Lisboa

Registo no encontro do Porto

Registo no encontro de Sintra (na vila)

Registo no encontro da Malveira da Serra (Serra de Sintra)

Registo no encontro de São João de Loure (Aveiro)

Registo no encontro de Pateira de Espinhel (Águeda)

Registo no encontro da Covilhã

Registo no encontro de Faro

Registo no encontro de Castelo Rodrigo (Guarda)

 

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