Será mesmo que a Canon vai quebrar a barreira já na próxima Mark IV? A marca japonesa jurou a si própria que iria ser a referência do cinema “prosumer”, sobretudo depois de a Canon 5D Mark II – a minha fiel companheira – ter mudado completamente o paradigma da videografia em DSLR. A própria Canon, dá-me a ideia, não teve bem a noção na altura do que estava a criar, e foi preciso a ajuda de firmware alternativo (o Magic Lantern) para abrir os olhos à marca para o que tinha acabado de fazer. A Nikon viu-se obrigada a entrar na guerra do hardware para os cinéfilos de trazer por casa e, diga-se em boa justiça, tem dado cartas e hoje rivaliza a sério com a Canon.

Nikon D810

A mais recente DSLR da Nikon, a D810, bate todos os pontos no campo do vídeo, com um processador de meter inveja a qualquer fabricante (embora ainda sem descobrir os mais escondidos segredos da rival Canon para a qualidade de processamento de imagem na fotografia). Mas a resposta da Canon pode agora ser “dura”. Nós, consumidores, o que queremos é assistir à guerra.

A verdade é que a Canon precisa de alguma estratégia. A EOS 5D Mark III é um salto qualitativo absurdo nos sistemas de focagem (mais velocidade e uma diferença abissal de precisão) que os fotógrafos de desporto agradecem, mas o mercado esperava muito, muito mais, porque lançar máquinas fotográficas no mercado não pode ser o mesmo que os Pearl Jam a debitar discos.

Não sei se terá sido a Nikon, com a sua recente D810, a assustar a Canon, mas a ser verdade o que já circula em rumores (daqueles que têm por hábito serem certeiros), o que a Canon tem para anunciar para a Canon Mark IV poderá finalmente ser a revolução. Filmar em RAW e em 4K? Acho que os videógrafos vão ser uma “classe” muito feliz em 2015.

 

 

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