Chama-se Storehouse e já mereceu um prémio de design da Apple – “2014 Apple Design Award Winner”. Apesar do nome enganador, a remeter para a ideia de que se poderá tratar de uma loja, é uma das plataformas mais bem conseguidas dos últimos tempos para se contar uma história ilustrada (é esse mesmo o objetivo do site / aplicação) e para quem quiser exibir portefólios fotográficos em mais um veículo digital.

A ideia surgiu da cabeça de Mark Kawano, ex senior designer da Apple que também já passou pela Adobe, e que após reunir um financiamento de mais de 7 milhões de dólares criou esta plataforma, como o próprio diz, para contar histórias à medida que elas acontecem (“Your stories, as they happen”). Mas, obviamente, ainda que a intenção seja colocar os utilizadores a partilharem histórias do momento, estava bom de se ver que a app ia servir sobretudo os propósitos de fotógrafos que querem partilhar os seus portefólios guardados.

Descobri o Storehouse por acidente a mexer num iPad exposto numa loja que tinha a aplicação instalada. Para quem quer usar, colocando fotos ou histórias, a Storehouse apenas funciona no universo Apple (em iPad e iPhone). Se é só para ver o que por lá se faz, há o site na Internet.

Seria interessante um conceito com logo personalizável ou arrumação de “histórias” em projetos. Pode ser que estas e outras funcionalidades estejam guardadas para uma versão paga. Até porque Mark Kawano tem um investimento para rentabilizar.

Funciona de forma relativamente simples. Instala-se a aplicação, gratuita, faz-se o registo, também gratuito, e depois é adicionar conteúdos (fotos, vídeos até 30 segundos e caixas de texto). Para o upload de fotos e vídeos, a aplicação está integrada com o Instagram, a galeria de imagens do iPad/iPhone, Dropbox e Lightroom mobile. A maior dificuldade está em redigir consideráveis quantidades de texto, uma vez que não faz importação direta de documentos de processadores de texto. Portanto, ou se tecla diretamente o texto na aplicação ou se faz copiar-colar a partir de um documento aberto em outra aplicação.

Depois de colocados os elementos na “story” que se está a criar, tudo é redimensionável e arrastável para compor visualmente a gosto. O resultado final é muito bonito, faz sobressair as fotografias com grande dignidade e é partilhável para redes sociais, email, link de partilha, etc.

É uma boa aposta. E, sobretudo, é uma plataforma fantástica para se encontrar bons trabalhos de fotógrafos por esse mundo fora. Sendo tudo completamente gratuito, não se percebe imediatamente qual o modelo de negócio inerente (sobretudo depois do investimento feito), mas não me admirava se um dia destes surgisse uma edição premium com funcionalidades acrescidas.

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